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BR-376 É UMA DAS PRINCIPAIS ROTAS DE EXPORTAÇÃO DO AGRO

BR-376 É UMA DAS PRINCIPAIS ROTAS DE EXPORTAÇÃO DO AGRO
A região dos Campos Gerais possui uma das principais artérias para o escoamento do agronegócio nacional. O Brasil é o país que mais produz soja no mundo, com previsão de colheita de 135,9 milhões de toneladas neste ano, sendo o Mato Grosso o maior produtor, seguido pelos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul. Contudo, mais de 60% dessa produção nacional é exportada – em 2020, por exemplo, 101,04 milhões de toneladas de soja e seus derivados foram enviados a outros países, especialmente para a China, sendo 82,9 milhões de toneladas em grãos. Como o Porto de Paranaguá é o segundo que mais exporta esse grão no país, grande percentual dessa soja comercializada passa pela BR-376, fazendo desta uma das principais rotas de exportação do agronegócio do Brasil. “Se imaginar que o agronegócio tem duas rotas preferenciais, Santos e Paranaguá, a BR-376 tem uma importância enorme para o agronegócio brasileiro. O Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás têm uma forte economia voltada para o agronegócio e essa rota é muito utilizada, seja no escoamento da safra, ou no caminho inverso, porque em Paranaguá chega muito insumo para plantio, como fertilizantes, que vão para esses estados”, explica Mauro Bertelli, gerente de atendimento da CCR RodoNorte, concessionária que opera o trecho da BR-376 que passa pela região dos Campos Gerais. Segundo ele, para transportar esses insumos, muitos caminhões carregados com soja são enviados ao porto, para exportação, para aproveitar a viagem de volta, no chamado ‘fluxo de retorno’. Segundo explica o gerente da concessionária, são entre 6 e 7 mil veículos que transitam diariamente por esse trecho da rodovia, que passam por Mauá da Serra, cruzam por Ortigueira, Imbaú e Tibagi, até chegarem em Ponta Grossa e seguir viagem, sendo metade desse fluxo composto por caminhões. “50% são caminhões do agronegócio. E não só de soja ou milho, mas que também transportam ração, suínos, cargas vivas... Às vezes a empresa carrega ração e essa empresa recebe milho e soja. Então é uma cadeia muito grande”, esclarece. Há alguns anos, um investimento industrial movimentou ainda mais o fluxo de caminhões no trecho, o da Klabin, em Ortigueira, que fez aumentar a circulação de veículos pesados com insumos para a fábrica e empresas satélites. “O Projeto Puma começou a operar em 2016 e movimenta o fluxo de veículos na questão florestal, com as árvores, transporte de madeira, e encadeamento do produto acabado. É uma grande empresa que desenvolve a região e trouxe vários outros negócios, aumentando o comércio e o fluxo de veículos para abastecer essa cadeia, com as empresas que dão suporte”, recorda Bertelli. Tendo em vista esse alto fluxo, a RodoNorte realiza, desde 2014, investimentos bilionários no trecho, com frentes de obras que duplicaram todo trecho entre Ponta Grossa e Tibagi, e realizaram a duplicação de 34 quilômetros entre Imbaú e Ortigueira. Hoje, há obras de duplicação entre os quilômetros 403 e 394, em Imbaú, que somando com trechos já concluídos, serão totalizados 29 quilômetros duplicados na cidade. “Com isso, é possível proporcionar um caminho que tem vazão de fluxo e torna a viagem mais curta, por conseguir programar melhor a saída e a chegada. Aqui há infraestrutura para ter boa trafegabilidade, bom atendimento – e isso somado a modernização do agendamento do Porto de Paranaguá, que com a carga programada, não tem fila”, informa. Aportes que, além da maior agilidade, propiciam uma redução nos custos operacionais do transporte. Trecho recebeu obras para melhoria e ampliação do fluxo O trecho da BR-376 entre Ortigueira e Imbaú tem um total de 89,9 quilômetros. Nos últimos anos, foram realizadas as obras de duplicações em quatro trechos (do km 398,2 ao km 382; do km 354 ao km 349; do km 333 ao km 328; e do km 316 ao km 308) e hoje há uma frente de obras nas proximidades da divisa com Tibagi, onde 9 quilômetros são duplicados. Além dessas duplicações, a CCR construiu oito novas pontes/viadutos/trincheiras neste trecho, e realizou o alargamento de mais 12 pontos. Neste segmento da rodovia, hoje são movimentadas 350 vagas de empregos entre obras, serviços e atendimento ao cliente. Além disso, desde o início da concessão, Imbaú recebeu R$ 25,9 milhões em repasses de ICMS, ao passo que Ortigueira obteve R$ 71,5 milhões com o imposto. Obras trazem melhoria na qualidade de vida dos moradores As obras realizadas pela CCR RodoNorte na BR-376, nos perímetros urbanos de Imbaú e Ortigueira, mudaram a vida de muitos moradores dos dois municípios. A concessionária construiu interseções em desnível (viaduto e trincheiras) e vias marginais à rodovia, propiciando mais segurança aos moradores que precisam passar de um lado para o outro da cidade, onde cruza a rodovia. “Antes, havia uma mistura entre o tráfego urbano e rodoviário, com carros e motos dividindo um trajeto curto competindo com caminhões de 74 toneladas. Em Imbaú, por exemplo, a rodovia dividia a cidade ao meio, e o viaduto que foi construído agora liga o município; a cidade foi unida pela obra”, diz Bertelli. Quem conhece bastante o trecho é Pedro Sevilha Garcia Munhoz, que não apenas é morador de Ortigueira, mas também é supervisor interação com o cliente na CCR RodoNorte. Como ele explica, antes os moradores das duas cidades tinham que se arriscar ao atravessar a pé ou com carro para cruzar ou acessar a rodovia, cena que mudou com as interseções e passarelas. “Em Ortigueira, por exemplo, temos uma comunidade indígena a dois quilômetros, e para eles terem acesso à cidade, tinham que cruzar a rodovia e havia o risco. Agora, eles saem da comunidade, passam pela trincheira e caem na marginal de acesso à cidade. Isso traz uma redução de acidente e melhora a segurança aos moradores”, afirma. Munhoz entrou na concessionária em 1999 como motorista de guincho pesado. Ele recorda que naquela época, no início das concessões, embora houvesse fluxo bastante menor de veículos, o número de atendimentos era muito maior. “A rodovia não era o que temos hoje, não tinha duplicações e nem pontos de terceira faixa, então dava acidente atrás de acidente. Hoje é totalmente diferente, o guincho trabalha bem pouco se comparado a antes. A redução de acidentes foi muito grande – hoje, você saindo de dia ou à noite, tem sinalização, então pode rodar tranquilo, porque tem segurança”, esclarece o colaborador, que hoje supervisiona todo o trecho entre Apucarana, no Norte do Paraná, e a Porteira Grande, em Tibagi.


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